quarta-feira, 12 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
"Jornal de Barcelos" - O Silva das Vacas - Esta pérola jornalística merece ser lida até ao fim...
Recebi no meu email e é PENA QUE O ARTIGO NÃO TENHA SAÍDO NUM JORNALDISTRIBUÍDO A NÍVEL NACIONAL
O Silva das vacas
Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra forma.
E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:
"A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta. Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças. A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho. O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi."
Foi assim. Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção.
Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria "gorda", ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura com esta pérola vacum: "Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem seja mais honesto que ele; este "cagarola" que foi humilhado por João Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo “sorriso das vacas", satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Satisfeitíssimas, as vacas?! Logo agora, em tempos de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem da felicidade de "ir ao boi", ao menos uma vez cada ano!
Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da Juventude, Cavaco se confessou "surpreendidíssimo por ver que as vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a ordenha"! Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!!
Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação freudiana. É possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de "vacas sagradas", essas sim com direito a atendimento personalizado pelo "boi", enquanto as outras são inexoravelmente "ordenhadas"! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem proveito.
A este "Américo Tomás do século XXI" chamou um dia João Jardim, o "sr. Silva". Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio que não. Porque este homem deveria ser simplesmente "o Silva". O Silva das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.
Luís Manuel Cunha in «Jornal de Barcelos», 20 de Março, 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Greve dos CTT
eu fiquei prejudicado pela greve dos CTT!!! queria enviar uma carta para um primo na no Canadá com informação importante que tem de chegar até 4f, assim já não dá. Presidente palhaço, apela aos sindicalistas dos CTT que não façam greve!
segunda-feira, 3 de junho de 2013
A pouca vergonha do anexo SS
já muita tinta correu sobre o anexo SS (aqui e aqui) que é necessário enviar para as finanças para quem está sob recibos verdes, à excepção de alguns que são especificados numa nota das Finanças e Segurança Social.
Só o nome, SS (Schutzstaffel), por coincidência é claro, é uma merda.
Só num país nojento e merdoso como este, que tem à sua frente porcos e canalhas é que se tenta por tudo, caçar mais algumas coroas aos contribuintes. Alterarem as regras a meio do jogo também é uma características desta gente.
Só o nome, SS (Schutzstaffel), por coincidência é claro, é uma merda.
Só num país nojento e merdoso como este, que tem à sua frente porcos e canalhas é que se tenta por tudo, caçar mais algumas coroas aos contribuintes. Alterarem as regras a meio do jogo também é uma características desta gente.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Jornalista Nuno Pacheco - "Omens sem H"
Ainda o acordo ortográfico. Acabem com esta borrada de vez!!!!
Omens sem H
Omens sem H
Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos. No Brasil, pelo
menos, já se escreve "umidade". Para facilitar? Não parece. A Bahia,
felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía
qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana
Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim. Isto
de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há
uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens
a seco. Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título
esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial
Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome
até hoje. Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga
simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo,
temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever
como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas
raízes latinas. Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à
modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais
quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do
grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou
commerce em vez de comércio. O português tem andado, assim,
satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de
1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos
analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque,
felicidade suprema, pode errar que ninguém nota. "É positivo para as
crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que
empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico. É verdade, as crianças,
como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças
inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas, espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever
summer, bibliographie, tappezzería, damnificar, mitteleuropäischen? Já
viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias
em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países
com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou
nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever
nas línguas maternas. Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá
agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências
pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita". Se é assim, tirem o H a
homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam
Oliúde quando falarem de cinema. A etimologia foi uma invenção de
loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos. Mas há mais: sabem
que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as
palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo.
Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de
cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias
cores? Vermelhas? Amarelas? Brancas? Até cu-de-judas deixou, para
eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com caixa
alta, assim mesmo. Só omens sem H podem ter inventado isto, é
garantido.
Por Nuno Pacheco
Jornalista
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Quem é quem no BANIF - Abram, vejam e meditem!
Lembram-se que o BANIF é um banco intervencionado pelo Estado português em mais de 1 milhão de euros!!!
A culpa da crise é dos Funcionários Públicos ...
Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos.
Sim, a culpa da crise é do funcionário público Vítor Constâncio que não viu, ou não quis ver o buraco do BPN;
Sim, a culpa da crise é do funcionário público Teixeira dos Santosque não viu, ou não quis ver o buraco da Madeira; Sim, a culpa da crise é do funcionário público Alberto João Jardimque criou "às escondidas para os do continente não cortarem nas tranches" um buraco de seis mil milhões de euros; Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da República que auferiram só em ajudas de custo no ano de 2010 a módica quantia de três milhões de euros, fora os salários e demais benefícios; Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que gerem, continuamente, em prejuízo as empresas públicas como a Metro do Porto, CP, ANACOM, REFER,REN, CARRIS, EDP, PT, Estradas de Portugal, Águas de Portugal,... a lista é interminável, mas não abdicam das viaturas topo de gama, telemóveis, talões de combustível... enfim a lista é interminável; Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos das Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais que ganham por cada reunião assistida; Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da República, já reformados, com as suas subvenções vitalícias por meros 6 anos de "serviço". Reformados alguns com apenas 40 anos de idade! Quantos são desde 1974? Enfim, a lista é interminável. Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que presidem fundações como a Guimarães 2012 com salários imorais, na ordem dos milhares de euros. Quantas são? Enfim, a lista é interminável; Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicam pareceres jurídicos a empresas de advogados, quando podiam solicitar o mesmo serviço às Universidades, pagando dez vezes menos, ajudando dez vezes mais as finanças das mesmas; Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicaram obras permitindo as famosas "derrapagens financeiras". E quem paga? É o Estado! Etc., etc., etc.. Sim, a culpa da crise é desses funcionários públicos, e não dos funcionários públicos que trabalham arduamente para alimentar estes pulhas Carlos Couto, funcionário público, O pagador de impostos. |
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