sexta-feira, 7 de junho de 2013

Greve dos CTT

eu fiquei prejudicado pela greve dos CTT!!! queria enviar uma carta para um primo na no Canadá com informação importante que tem de chegar até 4f, assim já não dá. Presidente palhaço, apela aos sindicalistas dos CTT que não façam greve!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A pouca vergonha do anexo SS

já muita tinta correu sobre o anexo SS (aqui e aqui) que é necessário enviar para as finanças para quem está sob recibos verdes, à excepção de alguns que são especificados numa nota das Finanças e Segurança Social.

Só o nome, SS (Schutzstaffel), por coincidência é claro, é uma merda.

Só num país nojento e merdoso como este, que tem à sua frente porcos e canalhas é que se tenta por tudo, caçar mais algumas coroas aos contribuintes. Alterarem as regras a meio do jogo também é uma características desta gente.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Jornalista Nuno Pacheco - "Omens sem H"

Ainda o acordo ortográfico. Acabem com esta borrada de vez!!!!

Omens sem H

Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos. No Brasil, pelo 
menos, já se escreve "umidade". Para facilitar? Não parece. A Bahia, 
felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía 
qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana 
Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim. Isto 
de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há 
uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens 
a seco. Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título 
esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial 
Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome 
até hoje. Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga 
simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, 
temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever 
como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas 
raízes latinas. Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à 
modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais 
quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do 
grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou 
commerce em vez de comércio. O português tem andado, assim, 
satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 
1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos 
analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, 
felicidade suprema, pode errar que ninguém nota. "É positivo para as 
crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que 
empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico. É verdade, as crianças, 
como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças 
inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas, espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever 
summer, bibliographie, tappezzería, damnificar, mitteleuropäischen? Já 
viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias 
em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países 
com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou 
nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever 
nas línguas maternas. Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá 
agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências 
pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita". Se é assim, tirem o H a 
homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam 
Oliúde quando falarem de cinema. A etimologia foi uma invenção de 
loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos. Mas há mais: sabem 
que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as 
palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo. 
Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de 
cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias 
cores? Vermelhas? Amarelas? Brancas? Até cu-de-judas deixou, para 
eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com caixa 
alta, assim mesmo. Só omens sem H podem ter inventado isto, é 
garantido. 

Por Nuno Pacheco 
Jornalista

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Quem é quem no BANIF - Abram, vejam e meditem!

Lembram-se que o BANIF é um banco intervencionado pelo Estado português em mais de 1 milhão de euros!!!

A culpa da crise é dos Funcionários Públicos ...


Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos.

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Vítor Constâncio que não viu, ou não quis ver o buraco do BPN;

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Teixeira dos Santosque não viu, ou não quis ver o buraco da Madeira;

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Alberto João Jardimque criou "às escondidas para os do continente não cortarem nas tranches" um buraco de seis mil milhões de euros;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da
República
 que auferiram só em ajudas de custo no ano de 2010 a módica quantia de três milhões de euros, fora os salários e demais benefícios;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que gerem, continuamente, em prejuízo as empresas públicas como a Metro do Porto, CP, ANACOM, REFER,REN, CARRIS, EDP, PT, Estradas de Portugal, Águas de Portugal,... a lista é interminável, mas não abdicam das viaturas topo de gama, telemóveis, talões
de combustível... enfim a lista é interminável;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos das Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais que ganham por cada reunião assistida;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da
República, já reformados
, com as suas subvenções vitalícias por meros 6 anos de "serviço". Reformados alguns com apenas 40 anos de idade! Quantos são desde 1974? Enfim, a lista é interminável.

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que presidem fundações como a Guimarães 2012 com salários imorais, na ordem dos milhares de euros.
Quantas são? Enfim, a lista é interminável;



Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicam pareceres jurídicos a empresas de advogados, quando podiam solicitar o mesmo serviço às Universidades, pagando dez vezes menos, ajudando dez vezes mais as finanças das mesmas;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicaram obras permitindo as famosas "derrapagens financeiras". E quem paga? É o Estado!

Etc., etc., etc..

Sim, a culpa da crise é desses funcionários públicos, e não dos funcionários públicos que trabalham arduamente para alimentar estes pulhas


Carlos Couto, funcionário público,

O pagador de impostos.

domingo, 19 de maio de 2013

Holanda pode provocar o colapso do euro?


A bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita.

Por Matthew Lynn, El Economista
Artigo | 13 Maio, 2013 - 20:57

A Holanda começa a provar o amargo da austeridade que o seu ministro das Finanças quer aplicar em toda a Europa. Foto By Rijksoverheid.nl [CC0], via Wikimedia Commons
Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Em comparação, a Espanha nunca superou os 125%.
A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de estar a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não puder sobreviver na zona euro, estará tudo acabado.
O país sempre foi um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo.
Bolha imobiliária
Os juros baixos, que antes do mais respondem aos interesses da economia alemã, e a existência de muito capital barato criaram uma bolha imobiliária e a explosão da dívida. Desde o lançamento da moeda única até o pico do mercado, o preço da habitação na Holanda duplicou, convertendo-se num dos mercados mais sobreaquecidos do mundo. Agora explodiu estrondosamente. Os preços da habitação caem com a mesma velocidade que os da Flórida quando murchou o auge imobiliário americano.
Atualmente, os preços estão 16,6% mais baixos do que estavam no ponto mais alto da bolha de 2008, e a associação nacional de agentes imobiliários prevê outra queda de 7% este ano. A não ser que tenha comprado a sua casa no século passado, agora valerá menos do que pagou e inclusive menos ainda do que pediu emprestado por ela.
Por tudo isso, os holandeses afundam-se num mar de dívidas. A dívida dos lares está acima dos 250%, é maior ainda que a da Irlanda, e 2,5 vezes o nível da da Grécia. O governo já teve de resgatar um banco e, com preços da moradia em queda contínua, o mais provável é que o sigam muitos mais. Os bancos holandeses têm 650 mil milhões de euros pendentes num sector imobiliário que perde valor a toda a velocidade. Se há um facto demonstrado sobre os mercados financeiros é que quando os mercados imobiliários se afundam, o sistema financeiro não se faz esperar.
Profunda recessão
As agências de rating (que não costumam ser as primeiras a estar a par dos últimos acontecimentos) já se começam a dar conta. Em fevereiro, a Fitch rebaixou a qualificação estável da dívida holandesa, que continua com o seu triplo A, ainda que só por um fio. A agência culpou a queda dos preços da moradia, o aumento da dívida estatal e a estabilidade do sistema bancário (a mesma mistura tóxica de outros países da eurozona afetados pela crise).
A economia afundou-se na recessão. O desemprego aumenta e atinge máximos de há duas décadas. O total de desempregados duplicou em apenas dois anos, e em março a taxa de desemprego passou de 7,7% para 8,1% (uma taxa de aumento ainda mais rápida que a do Chipre). O FMI prevê que a economia vai encolher 0,5% em 2013, mas os prognósticos têm o mau costume de ser otimistas. O governo não cumpre os seus défices orçamentais, apesar de ter imposto medidas severas de austeridade em outubro. Como outros países da eurozona, a Holanda parece encerrada num círculo vicioso de desemprego em aumento e rendimentos fiscais em queda, o que conduz a ainda mais austeridade e a mais cortes e perda de emprego. Quando um país entra nesse comboio, custa muito a sair dele (sobretudo dentro das fronteiras do euro).
Até agora, a Holanda tinha sido o grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente, como resposta aos problemas da moeda. Agora que a recessão se agrava, o apoio holandês a uma receita sem fim de cortes e recessão (e inclusive ao euro) começará a esfumar-se.
Os colapsos da zona euro ocorreram sempre na periferia da divisa. Eram países marginais e os seus problemas eram apresentados como acidentes, não como prova das falhas sistémicas da forma como  a moeda foi estruturada. Os gregos gastavam demasiado. Os irlandeses deixaram que o seu mercado imobiliário se descontrolasse. Os italianos sempre tiveram demasiada dívida. Para os holandeses não há nenhuma desculpa: eles obedeceram a todas as regras.
Desde o início ficou claro que a crise do euro chegaria à sua fase terminal quando atingisse o centro. Muitos analistas supunham que seria a França e, ainda que França não esteja exatamente isenta de problemas (o desemprego cresce e o governo faz o que pode, retirando competitividade à economia), não deixa de continuar a ser um país rico. As suas dívidas serão altas mas não estão fora de controlo nem começaram a ameaçar a estabilidade do sistema bancário. A Holanda está a chegar a esse ponto.
Talvez se tenha de esperar um ano mais, talvez dois, mas a queda ganha ritmo e o sistema financeiro perde estabilidade a cada dia. A Holanda será o primeiro país central a estourar e isso significará demasiada crise para o euro.
Matthew Lynn é diretor executivo da consultora londrina Strategy Economics.
Publicado originalmente em El Economista, republicado em Jaque al Neoliberalismo.