domingo, 19 de maio de 2013

Holanda pode provocar o colapso do euro?


A bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita.

Por Matthew Lynn, El Economista
Artigo | 13 Maio, 2013 - 20:57

A Holanda começa a provar o amargo da austeridade que o seu ministro das Finanças quer aplicar em toda a Europa. Foto By Rijksoverheid.nl [CC0], via Wikimedia Commons
Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Em comparação, a Espanha nunca superou os 125%.
A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de estar a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não puder sobreviver na zona euro, estará tudo acabado.
O país sempre foi um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo.
Bolha imobiliária
Os juros baixos, que antes do mais respondem aos interesses da economia alemã, e a existência de muito capital barato criaram uma bolha imobiliária e a explosão da dívida. Desde o lançamento da moeda única até o pico do mercado, o preço da habitação na Holanda duplicou, convertendo-se num dos mercados mais sobreaquecidos do mundo. Agora explodiu estrondosamente. Os preços da habitação caem com a mesma velocidade que os da Flórida quando murchou o auge imobiliário americano.
Atualmente, os preços estão 16,6% mais baixos do que estavam no ponto mais alto da bolha de 2008, e a associação nacional de agentes imobiliários prevê outra queda de 7% este ano. A não ser que tenha comprado a sua casa no século passado, agora valerá menos do que pagou e inclusive menos ainda do que pediu emprestado por ela.
Por tudo isso, os holandeses afundam-se num mar de dívidas. A dívida dos lares está acima dos 250%, é maior ainda que a da Irlanda, e 2,5 vezes o nível da da Grécia. O governo já teve de resgatar um banco e, com preços da moradia em queda contínua, o mais provável é que o sigam muitos mais. Os bancos holandeses têm 650 mil milhões de euros pendentes num sector imobiliário que perde valor a toda a velocidade. Se há um facto demonstrado sobre os mercados financeiros é que quando os mercados imobiliários se afundam, o sistema financeiro não se faz esperar.
Profunda recessão
As agências de rating (que não costumam ser as primeiras a estar a par dos últimos acontecimentos) já se começam a dar conta. Em fevereiro, a Fitch rebaixou a qualificação estável da dívida holandesa, que continua com o seu triplo A, ainda que só por um fio. A agência culpou a queda dos preços da moradia, o aumento da dívida estatal e a estabilidade do sistema bancário (a mesma mistura tóxica de outros países da eurozona afetados pela crise).
A economia afundou-se na recessão. O desemprego aumenta e atinge máximos de há duas décadas. O total de desempregados duplicou em apenas dois anos, e em março a taxa de desemprego passou de 7,7% para 8,1% (uma taxa de aumento ainda mais rápida que a do Chipre). O FMI prevê que a economia vai encolher 0,5% em 2013, mas os prognósticos têm o mau costume de ser otimistas. O governo não cumpre os seus défices orçamentais, apesar de ter imposto medidas severas de austeridade em outubro. Como outros países da eurozona, a Holanda parece encerrada num círculo vicioso de desemprego em aumento e rendimentos fiscais em queda, o que conduz a ainda mais austeridade e a mais cortes e perda de emprego. Quando um país entra nesse comboio, custa muito a sair dele (sobretudo dentro das fronteiras do euro).
Até agora, a Holanda tinha sido o grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente, como resposta aos problemas da moeda. Agora que a recessão se agrava, o apoio holandês a uma receita sem fim de cortes e recessão (e inclusive ao euro) começará a esfumar-se.
Os colapsos da zona euro ocorreram sempre na periferia da divisa. Eram países marginais e os seus problemas eram apresentados como acidentes, não como prova das falhas sistémicas da forma como  a moeda foi estruturada. Os gregos gastavam demasiado. Os irlandeses deixaram que o seu mercado imobiliário se descontrolasse. Os italianos sempre tiveram demasiada dívida. Para os holandeses não há nenhuma desculpa: eles obedeceram a todas as regras.
Desde o início ficou claro que a crise do euro chegaria à sua fase terminal quando atingisse o centro. Muitos analistas supunham que seria a França e, ainda que França não esteja exatamente isenta de problemas (o desemprego cresce e o governo faz o que pode, retirando competitividade à economia), não deixa de continuar a ser um país rico. As suas dívidas serão altas mas não estão fora de controlo nem começaram a ameaçar a estabilidade do sistema bancário. A Holanda está a chegar a esse ponto.
Talvez se tenha de esperar um ano mais, talvez dois, mas a queda ganha ritmo e o sistema financeiro perde estabilidade a cada dia. A Holanda será o primeiro país central a estourar e isso significará demasiada crise para o euro.
Matthew Lynn é diretor executivo da consultora londrina Strategy Economics.
Publicado originalmente em El Economista, republicado em Jaque al Neoliberalismo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Isto é uma boa notícia, apesar de continuarem a brincar aos comboios neste país...

Apesar de brincarem com os caminhos de ferro e os comboios, os governantes portugueses, com a ajuda de nuestros hermanos e os Galegos conseguiram que uma ligação de comboio entre Porto e Vigo fosse reduzida em mais de 1 hora, a partir do próximo Verão (Julho). Pena é que continuem as machadas nas linhas férreas do resto do país, à excepção da Lisboa-Porto!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Maria Cavaco Silva - Gente honesta e poupada é outra coisa...

Ao que parece...


GENTE HONESTA É OUTRA LOIÇA!!!!

Maria Cavaco e as suas reformas...

Ponham bem os olhos nesta reformada.

A classe média está a perder poder de compra, porque não sabe ou não quer investir.
Aprendam com quem sabe:
A casinha no Algarve e a reforma são dados pessoais e ninguém teria que meter o bedelho, não fosse o caso do seu esposo,o reeleito Presidente da República, ter explicitamente referido a situação de que a sua esposa tinha apenas 800 euros de reforma.

DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS de MARIA CAVACO SILVA:
- BCP: Conta à ordem nº 882022 (1ª Titular) - 21.297,61 Euros;
- Depósito a prazo: 350.000,00 Euros (vencimento 04/04/2011);
- BPI: Conta à ordem nº 60933.5 - 6.557 Euros;
- Depósito a Prazo: 140.000,00 Euros (juro 2,355%,vencimento em 21/02/2011);
- Depósito a Prazo: 70.000.00 Euros (juro 2.355%,vencimento em 20/03/2011).
- PPR: 52.588,65 Euros;
- Acções detidas:
BPI - 6287;
BCP - 70.475;
BRISA - 500;
COMUNDO - 12;
ZON – 436;
Jerónimo Martins - 15.000;
- Obrigações BCP FINANCE: 330 unidades (Juro Perpétuo 4.239%);
FUNDOS DE INVESTIMENTO:
- Fundo AVACÇÕES DE PORTUGAL - 2.340 unidades;
- Milenium EURO CARTEIRA - 4.324.138 unidades;
- POJRMF FUNDES EURO BAND EQUITY FUND - 118.841.510 unidades !!!!!

Para uma "professora reformada" com 800 euros esta poupança é simplesmente incrível não acham???
Uma Santa, esta sogra do proprietário dos Elefantes Brancos que o marido mandou fazer com dinheiros públicos!!!
E AINDA ESTÁ POR NASCER ALGUÉM MAIS SÉRIO DO QUE O MARIDO!!!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Helicóptero do INEM continua em Macedo de Cavaleiros


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raça podre que nos vem governando há décadas queria (e dará!!) mais uma machada no interior de Portugal. Mas ainda que a Justiça em Portugal mal funcione e só para alguns, desta vez funcionou ao impedir a deslocação de um helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros  lá colocado para colmatar o encerramento de várias unidades de saúde na região (centros de saúde  urgências e especialidades médicas). Ao quererem deslocar este helicóptero para Vila Real, ao que parece, e que mais tarde certamente iria para o Porto ou Lisboa com a desculpa que não faz evacuações o suficiente para lá manter o aparelho. Cum caralho, até parece que quem obrigou o pessoal a sair da região foi um gajo do Burkina Faso!!! Foi esta raça podre de governos, malta do PS, PSD e CDS, que aos poucos foram acabando com o investimento público na região e com essa desculpa fomentaram o encerramento de diversos serviços públicos (é tipo uma pescadinha de rabo na boca).

A fabulosa vida do Privado em Portugal

Esta mania de comparar como no privado em Portugal tem muito que se lhe diga e já começa a meter nojo.

Primeiro vamos ver o quem é de facto o privado! Quem é esse supra sumo da eficiência, da produtividade, do progresso, do motor económico português. Quem é? Os bancos e os amigalhaços banqueiros? os empresários que se colam ao ESTADO para mamarem? as multinacionais que vem para Portugal comer uns subsídios e ficarem isentas de alguns impostos para depois se porem a andar e deixarem milhares de desempregados? São estes que dão o exemplo da merda da economia portuguesa que tem sido nas últimas décadas? São estes escrupulosos patrões que fazem o modelo económico português?

É claro que na Função Pública existe muita coisa a limpar, mas daí a querer fazer aproximações a situações que nunca serão comparáveis segundo os paradigmas actuais da economia (terão de ser inventados uns novos, e talvez a Goldman Sachs esteja já a trabalhar nisso!)

Não atirem areia pros olhos das pessoas suas bestas! Já bata de carneirada